20 de mar de 2009

Machismo e homofobia no futebol brasileiro


Foto Retirada do Portão G1
Discriminação contra mulheres? Piada homofóbica? Humilhação e assédio moral no trabalho? Não para o técnico Roberto Fernandes, para a diretoria do Figueirense e para a mídia, que em sua maioria, noticiou o fato como simples excentricidade.

O que fica claro, é que para o Figueirense, a humilhação é um ótima maneira de “mexer com os brios” de um time masculino de futebol que não tem atuado com a performance esperada. E qual seria a maior humilhação para um grupo de jogadores supostamente composto por homens heterossexuais? Óbvio, devem ter pensado os machistas de plantão do Figueirense, caracteriza-los com algum adereço estereotipado que remeta a mulheres ou homossexuais! Aparentemente se almeja com a “brincadeira” que nenhum jogador aceite passar por tal vergonha mais de uma vez, e com isso, todos mostrem toda a sua dedicação viril em campo.

Uma pena para o futebol, que já vive cercado por demonstrações de violência, machismo e homofobia. Uma pena para os jogadores do Figueirense, que ao invés de terem um espaço acolhedor e inspirador de trabalho, são humilhados para melhorarem suas performances. Um motivo de indignação para mulheres e homens, de todas as orientações sexuais, que desejam uma sociedade com igualdade de direitos e sem preconceitos. Discriminação e preconceito não tem graça nenhuma!


Rede de Homens pela Equidade de Gênero (RHEG)
A RHEG congrega um conjunto de organizações da sociedade civil que atuam na promoção dos direitos humanos, buscando a construção de uma sociedade mais justa com equidade de direitos entre homens e mulheres. A Campanha do Laço Branco é a principal ação da Rede, a qual compreende um conjunto de estratégias de comunicação com vistas a sensibilizar, envolver e mobilizar os homens no engajamento pelo fim da violência contra as mulheres. 

Integram a RHEG: Instituto Papai (PE), Núcleo de Pesquisas em Gênero e Masculinidades (Gema/UFPE); Instituto NOOS de Pesquisas Sistêmicas e Desenvolvimentos de Redes Sociais (RJ), Instituto Promundo (RJ), Coletivo Feminista (SP), ECOS - Comunicação em Sexualidade (SP), Margens/UFSC e a Themis (RS).


Entenda o que aconteceu. Veja a matéria que foi veiculada no portal G 1 

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